Cleyton Silva Santos, de 30 anos, sofreu fraturas no maxilar e na coluna ao ter a camisa presa em um trator. Após cirurgias no Hospital de Base, ele compartilha sua luta pela recuperação.
Vilhena, RO - A história do operador de máquinas Cleyton Silva Santos, de 30 anos, é um relato de superação que comove a região. Vítima de um acidente de trabalho grave em uma fazenda na zona rural de Vilhena no mês passado, Cleyton enfrentou o medo de nunca mais andar, passou por cirurgias e agora luta para se recuperar completamente.
O acidente aconteceu quando ele consertava um trator a cerca de 10 quilômetros de Vilhena, no sentido para Juína (MT). Em um descuido momentâneo, a camisa que vestia se prendeu em uma das engrenagens da máquina, puxando-o com força e causando ferimentos sérios.
As consequências foram graves: fraturas no maxilar e uma vértebra da coluna atingida. "Eu tive medo de ficar paraplégico. Foi o maior susto da minha vida", desabafa Cleyton, em entrevista por telefone. "Mas graças a Deus, estou voltando a andar", comemora o trabalhador, que já consegue dar seus primeiros passos.
Após ser atendido inicialmente em Vilhena, ele foi transferido para o Hospital de Base em Porto Velho, onde realizou cirurgias gratuitas para corrigir as fraturas no maxilar e na coluna.
Atualmente se recuperando na casa da mãe, em Buritis, Cleyton não poupa agradecimentos. "Agradeço a Deus e a todas as pessoas que me ajudaram, cada oração e cada doação", diz.
A solidariedade foi crucial para cobrir suas despesas durante o tratamento na capital. Os pouco mais de R$ 2 mil arrecadados via PIX foram essenciais para custos como alimentação e hospedagem, já que as cirurgias em si foram custeadas pelo sistema público.
A jornada de recuperação ainda não terminou. Cleyton espera retornar a Vilhena ainda esta semana e dar início a um novo desafio: as sessões de fisioterapia. Seu maior objetivo é recuperar totalmente os movimentos e a capacidade de trabalhar, retomando o controle de sua vida após o susto que poderia ter tido um final muito diferente.
Fonte: Vilhena Online
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