Marcos Rogério denuncia ausência de principal acusado em investigação que desviou bilhões de aposentados. Ministro do STF autorizou não comparecimento.

Vilhena, RO - O senador Marcos Rogério (PL-RO) criticou publicamente a ausência do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", na CPMI que investiga um esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar rondoniense classificou o acusado como "fujão" após o ministro do STF André Mendonça autorizar seu não comparecimento à comissão parlamentar.
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, assinada no sábado (13), tornou facultativa a presença tanto do "Careca do INSS" quanto do empresário Maurício Camisotti na comissão investigativa. Ambos foram presos pela Polícia Federal na sexta-feira (12) na Operação Sem Desconto, que apura desvios de bilhões de reais do INSS.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que irá recorrer da decisão através de um mandado de segurança no STF. "Nós entendemos que é fundamental a presença dos dois investigados, porque já estavam comprometidos a comparecer", declarou Viana, ressaltando que a atuação da CPMI é distinta das investigações da PF e do Supremo.
Conforme as investigações, o "Careca do INSS" atuaria como intermediário do esquema, recebendo recursos debitados indevidamente e repassando parte deles a servidores do INSS ou empresas ligadas a eles. Já Camisotti é suspeito de ser um dos beneficiários finais das fraudes. Ambos negam qualquer irregularidade.
O escândalo investigado pela CPMI envolve um dos maiores casos de fraude contra o sistema previdenciário brasileiro, afetando diretamente milhares de aposentados, pensionistas e pessoas com deficiência. Os desvios bilionários prejudicaram beneficiários que dependem dos recursos para sua subsistência.
A oitiva do "Careca do INSS" estava originalmente marcada para segunda-feira (15), enquanto a de Camisotti seria na quinta-feira (18). A decisão do ministro Mendonça mantém os empresários presos, mas libera sua não participação nas audiências da CPMI, gerando críticas de parlamentares que buscam esclarecer o esquema criminoso.
Vídeo: Reprodução Instagram
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