Mulher de 45 anos esperou horas e foi atendida por residente após suposta ausência do especialista. Funcionário do hospital confirmou queixas sobre frequentes ausências do profissional.

Foto: Reprodução
Vilhena, RO - Uma paciente de 45 anos acionou a Polícia Militar na manhã desta sexta-feira (19) após aguardar horas por uma consulta com um especialista no Hospital Regional de Vilhena que, segundo ela, não compareceu ao horário marcado. A mulher, que havia sofrido um acidente de trânsito três dias antes, foi eventualmente atendida por uma residente de odontologia, mas não ficou satisfeita com o atendimento.
De acordo com o relato da paciente à PM, ela tinha uma consulta agendada com um especialista, mas após longa espera, quem a atendeu foi uma acadêmica de 23 anos. Um funcionário do hospital, que preferiu não se identificar por medo de represálias, confirmou à polícia que o médico costuma se ausentar regularmente do local de trabalho, deixando pacientes esperando por horas.
O médico foi contatado durante a ocorrência e argumentou que o caso da paciente não se enquadrava em sua área de responsabilidade. No entanto, diante da situação, ele optou por realizar o atendimento durante o desenrolar dos fatos.
Em nota oficial, o Grupo Chavantes, gestor do Hospital Regional de Vilhena, defendeu o atendimento pela residente, explicando que os Programas de Residência são regulamentados pelo Ministério da Saúde e que a profissional possui formação completa em Odontologia com registro ativo. A gestora destacou que o modelo de residência em Bucomaxilofacial permite autonomia progressiva aos residentes sob supervisão contínua, sem exigir a presença física do preceptor em cada atendimento.
O caso levanta discussões sobre a qualidade do atendimento médico na rede pública e a supervisão adequada de residentes. A paciente manifestou insatisfação por não ser atendida pelo especialista com quem havia marcado a consulta, destacando a expectativa de ser examinada por um profissional experiente.
O Hospital Regional reforçou em sua nota o compromisso com a formação ética e técnica dos profissionais e com a excelência nos serviços oferecidos à população. A PM registrou a ocorrência, mas não há indicativos de irregularidade médica, apenas desentendimento sobre o modelo de atendimento por residentes.
Fonte: Vilhena Online
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