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Mudança na “Ficha Limpa” que libera Cassol também beneficia Melki Donadon; ex-prefeito diz que está “nas mãos de Deus”

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Alteração na regra de elegibilidade foi feita ontem no Senado

Vilhena, RO - O Senado aprovou ontem (terça-feira, 2), um projeto que altera a lei da Ficha Limpa e muda a contagem do tempo em que uma pessoa fica proibida de se candidatar às eleições, a chamada inelegibilidade. Foram 50 votos a favor da mudança e 24 votos contra. O texto seguirá para sanção do presidente Lula (PT).

Na prática, a matéria reduz o tempo de punição para políticos cassados. Isso valerá para parlamentares (deputados, senadores, vereadores), governadores, prefeitos e seus vices. A mudança é que o prazo de oito anos começará a contar a partir do momento da cassação e não depois do fim do mandato para o qual o político foi eleito e deveria cumprir .

A redação apurou que, dos três senadores de Rondônia, dois votaram contra as novas regras (Jaime Bagattoli, do PL, e Confúcio Moura, do MDB), que beneficiam não apenas o ex-governador Ivo Cassol (PP), mas também outros políticos que estavam impedidos de voltar às urnas, caso do ex-senador Acir Gurgacz (PDT).

Outro que, segundo um de seus aliados mais antigos, também poderá ser beneficiado e voltar a disputar cargos eletivos depois de mais de 20 anos, é o ex-prefeito Melki Donadon, que já comandou os municípios de Colorado do Oeste e Vilhena.

Embora tenha concorrido em eleições recentes, Melki não teve seus votos computados. Mas, um advogado que exerceu funções na gestão da então prefeita Rosani Donadon, crava o seguinte palpite: “eu já achava que ele estava habilitado... agora, não tenho dúvida de que sua candidatura está liberada”.

NAS MÃOS DE DEUS

A redação ligou para o próprio Melki, que está em viagem, mas parou o carro em um local que pega o sinal de celular para responder um questionamento do site: se estiver mesmo liberado, ele pretende concorrer já no ano que vem?

Donadon disse que, neste momento, “estou nas mãos de Deus, aguardando orientação dEle”. Com esse argumento, o ex-prefeito diz que não há qualquer definição sobre seu retorno à vida pública.

Evangélico “de berço”, Melki lembrou que já esteve no “vale” e que, ao enfrentar a possibilidade de morrer após contrair Covid, pediu a Deus que lhe desse mais tempo para cuidar de sua família, que inclui a esposa e os quatro filhos.

Na época em que o veterano político, o mais conhecido no Cone Sul de Rondônia, enfrentou a situação crítica de saúde, a redação mostrou a luta dele contra o vírus mortal e as fake news ao mesmo tempo.

Fonte: Folha do Sul

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