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Conheça a discreta “rainha do agro”, de 92 anos, que tem negócios no Cone Sul de Rondônia e é uma das mulheres mais ricas do Brasil

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Lúcia Maggi controla uma fortuna bilionária construída ao longo de décadas,

Vilhena, RO - A revista Forbes divulgou esta semana o ranking das 10 mulheres mais ricas do país. A publicação colocou na oitava posição a cofundadora da atual Amaggi, que nasceu como Sementes Maggi, em 1977.

Hoje, aos 92 anos, a empresária Lúcia Maggi controla a empresa junto aos filhos, Blairo e Marli. Lucia é uma das únicas brasileiras na lista de bilionárias, cujo patrimônio de R$ 6, bilhões, que inclui terras e grandes operações no Cone Sul de Rondônia, é resultado do próprio trabalho

Pouca gente conhece o rosto de Lúcia Borges Maggi, mas ela é uma das figuras mais poderosas do agronegócio brasileiro. Apelidada de “rainha do agro”, Lúcia controla uma fortuna bilionária construída ao longo de décadas, com negócios que vão do plantio à exportação global de soja — tudo isso sem ostentação, entrevistas ou exposição pública.

A trajetória começou no interior do Rio Grande do Sul, passou pelo Paraná e se consolidou no Mato Grosso, onde ela ajudou a transformar a antiga empresa familiar em uma das maiores holdings do setor.

Mesmo depois da morte do marido, André Maggi, ela seguiu influente nos bastidores. Hoje, mesmo sua fortuna bilionária, ela continua vivendo na cidade de Rondonópolis (MT), no mesmo estilo simples de sempre.

QUEM É A MULHER POR TRÁS DA MAIOR FORTUNA DO AGRONEGÓCIO?

Nascida em Três Cachoeiras (RS), Lúcia Maggi mudou-se com o marido para São Miguel do Iguaçu (PR), onde começaram com uma pequena serraria e plantações de feijão. Sem consultoria ou apoio técnico, o casal apostou na soja quando poucos acreditavam no potencial da cultura. Lúcia sempre foi o pilar organizacional do negócio, cuidando das finanças e decisões estratégicas.

Foi ela quem segurou firme quando o marido pensou em desistir. A célebre frase — “daqui só vou pra frente, voltar jamais” — virou símbolo da sua determinação. Com essa postura, ajudou a fundar a Sementes Maggi, que cresceria para se tornar o Grupo André Maggi, hoje chamado apenas de Amaggi.

COMO SURGIU O IMPÉRIO BILIONÁRIO DA RAINHA DO AGRO?

Nos anos 1980, a família se instalou no Mato Grosso, numa época em que a região era vista como um território inexplorado. A partir dali, expandiram a produção agrícola, investiram em logística própria, construíram silos, usinas, portos e centros de distribuição. A Amaggi se tornou uma cadeia verticalizada que começa no campo e termina nos mercados da Europa e Ásia.

Lúcia nunca foi apenas a “esposa do fundador”. Mesmo após a morte de André, foi ela quem garantiu a continuidade da empresa, participando do conselho, monitorando decisões estratégicas e mantendo os valores originais. O enorme patrimônio a colocou como uma das mulheres mais ricas do Brasil — e isso sem jamais ter ocupado cargos públicos ou executivos.

COMO VIVE HOJE A BILIONÁRIA QUE DOMINA O AGRO?

Apesar do poder, Lúcia Maggi evita os holofotes. Mora em Rondonópolis, acompanha de perto as operações da empresa e mantém uma rotina discreta. Nunca ocupou a presidência do grupo e prefere atuar nos bastidores. Quem convive com ela afirma que nenhuma grande decisão é tomada sem sua aprovação.

Além dos negócios, Lúcia é presidente da Fundação André e Lúcia Maggi, que apoia projetos sociais nas áreas de educação, saúde e desenvolvimento regional. O foco não é publicidade, mas impacto real nas comunidades onde o grupo atua.

QUAL É O TAMANHO REAL DO IMPÉRIO DA AMAGGI?

Hoje, a Amaggi é uma das maiores exportadoras de soja do mundo, com escritórios na Europa e negociações diretas com a Ásia. A receita estimada da empresa em 2023 foi de R$ 4,8 bilhões, ocupando o 9º lugar entre as gigantes do setor.

A fortuna de Lúcia vem de toda a cadeia: produção agrícola, logística, navegação, energia e comércio exterior. Não se trata apenas de terras ou commodities, mas de uma holding multinacional enraizada no campo brasileiro. E tudo isso sob a liderança silenciosa de uma mulher que nunca buscou reconhecimento público, mas sempre teve a última palavra.

O QUE TORNA A HISTÓRIA DE LÚCIA MAGGI TÃO ÚNICA?

Talvez o mais surpreendente não seja o tamanho do império, mas a forma como ele foi construído e mantido. Sem luxo, sem escândalos, sem discursos. Lúcia representa uma geração que fez a revolução no agronegócio com mãos calejadas, cadernos de contas e decisões de longo prazo. Ela não ostenta, não dá entrevistas, mas é ouvida por todos.

E mesmo com quase 100 anos, segue no controle, sem precisar dizer que manda. A rainha do agro prefere o silêncio das fazendas ao barulho do poder — e talvez seja exatamente isso que explica por que ela permanece no topo.

Fonte: CPG/Folha do Sul

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