
Situação de saúde
Vilhena, RO - Bruce Willis, de 70 anos, foi diagnosticado com afasia em 2022, condição que compromete a comunicação. No ano seguinte, veio a confirmação da demência frontotemporal (FTD), doença neurodegenerativa que afeta regiões do cérebro ligadas à linguagem, comportamento e funções cognitivas.
Segundo Emma Heming Willis, embora o ator mantenha a saúde física estável, o quadro mental tem avançado. “Ele está bem. É só o cérebro dele que está falhando”, declarou em entrevista recente.
Perda de linguagem
Um dos sinais mais preocupantes da progressão da doença é a perda quase completa da fala. Emma relatou que o marido, famoso por personagens icônicos em filmes como Duro de Matar e O Sexto Sentido, agora enfrenta dificuldades para se comunicar até em situações simples. “A linguagem está sumindo”, disse.
A família tem adaptado a convivência com formas alternativas de comunicação, valorizando momentos de conexão por expressões faciais, olhares e gestos.
Mudança de rotina
Devido ao avanço da doença, Willis foi transferido para uma casa separada da residência principal, mas próxima da família. O espaço foi adaptado para garantir acessibilidade e conta com assistência médica 24 horas.
A decisão, segundo Emma, foi tomada para preservar o bem-estar das duas filhas do casal, Mabel e Evelyn, e ao mesmo tempo oferecer ao ator um ambiente mais seguro e controlado.
O impacto na família
Emma Heming Willis tem se tornado voz ativa sobre os desafios de ser cuidadora. Ela relatou que, mesmo em meio às limitações, Bruce ainda demonstra lampejos de humor e carinho. “Ele tem uma risada contagiante, um brilho no olhar que aparece de vez em quando. São momentos preciosos.”
A família, incluindo as filhas que o ator teve com Demi Moore, tem se revezado para oferecer apoio contínuo.
Livro e conscientização
Além do cuidado direto com o marido, Emma prepara o lançamento de um livro chamado The Unexpected Journey: Finding Strength, Hope and Yourself on the Caregiving Path, previsto para setembro. A obra reunirá relatos pessoais e conselhos práticos para cuidadores que enfrentam situações semelhantes.
Especialistas ressaltam que a doença não tem cura e costuma evoluir rapidamente, exigindo acompanhamento multidisciplinar. A iniciativa de Emma busca também aumentar a visibilidade da doença, que ainda é pouco conhecida pelo público em geral.
Fonte: Fatos Desconhecidos
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