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Número de emergência dos Bombeiros de Vilhena sendo atendido em outra cidade pode estar por trás da morte de acidentado

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Corporação disponibiliza número no WhatsApp para agilizar atendimentos urgentes

Vilhena, RO - Conhecido pela agilidade no atendimento a ocorrências, o Corpo de Bombeiros de Vilhena está tendo sua reputação comprometida pela mudança no acionamento do serviço de emergência da corporação: agora, quem liga para o número 193 na cidade é atendido por uma central Ji-Paraná.

Essa mudança tem causado sérios transtornos e pode levar a tragédias, pois muitos acidentes dependem da rapidez do socorro para que as vítimas sobrevivam. E a comunicação com a cidade de Ji-Paraná, para relatar casos ocorridos a quase 350 km de distância leva a um atraso no tempo-resposta que pode ser fatal.

E, justamente para tentar evitar esse risco, o Corpo de Bombeiros de Vilhena disponibilizou o número de celular 69 9 9341-6093, que funciona também como WhatsApp para atender demandas urgentes na cidade. Também é possível contatar a corporação através do seguinte link no Instagram: https://www.instagram.com/cbmro/ No caso da PM, o número 190 é atendido ainda mais longe, em Porto Velho.

DEMORA FATAL

Um dos casos em que o tempo-resposta teria relação com a morte de um acidentado aconteceu na última sexta-feira, 20, quando o tatuador Luciano Wilson Festch, de 24 anos, agonizou por vários minutos até ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros (LEMBRE AQUI).

Para pessoas próximas à vítima, a demora no atendimento teria sido determinante para o desfecho trágico do acidente. Porém, tudo leva a crer que a suposta lentidão no socorro à vítima teve a ver com a ligação para a cidade de Ji-Paraná.

O QUE SE SABE

A redação apurou que o acidente fatal já começou a ser apurado pela Polícia Civil, e a POLITEC está elaborando um laudo com as causas da fatalidade. Imagens de câmeras instaladas nas proximidades, e que registraram as cenas, serão analisadas.

O que se sabe até agora é que o caminhão fez uma conversão à esquerda, num local em que a preferência era do motociclista. Porém, será preciso analisar a velocidade da moto, para saber quem teve culpa na colisão.

A perícia também já constatou que o tatuador, aparentemente tentando frear a moto para evitar a batida, caiu no asfalto antes do choque e deslizou até ficar embaixo de uma das rodas.

Fonte: Folha do Sul

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