Casos de monitorados cometendo crimes aumentam na cidade; falhas no rastreamento e burocracia dificultam trabalho das autoridades.

Falhas em tornozeleiras eletrônicas em Vilhena permitem que criminosos burlem sistema. Foto: Reprodução
Vilhena, RO - O uso de tornozeleiras eletrônicas, que deveriam garantir o monitoramento de presos em regime semiaberto, está sendo questionado após uma série de falhas e crimes cometidos por usuários do dispositivo. Policiais relatam que muitos detentos desligam ou adulteram os equipamentos, tornando o sistema ineficaz.
Relatos frequentes de portadores de tornozeleiras envolvidos em furtos, tráfico e outros crimes mostram que o dispositivo não tem sido um impedimento. Alguns apenados simplesmente desativam o rastreador ou usam métodos para bloquear o sinal, circulando livremente pela cidade. Quando pegos, muitos já haviam progredido para o regime semiaberto, mas acabam retornando ao sistema fechado.
Além das falhas técnicas, os agentes de segurança esbarram em obstáculos burocráticos. Em muitos casos, mesmo ao prenderem um monitorado com a tornozeleira inoperante, os PMs são obrigados a soltá-los porque a Polícia Civil não realiza exames de corpo de delito à noite, e a Colônia Penal se recusa a recebê-los sem um registro formal.
Nesta semana, uma guarnição policial prendeu um suspeito e tentou verificar sua rota autorizada, mas a Colônia Penal informou que o funcionário responsável pelo sistema não estava disponível e a senha de acesso não foi repassada. A situação deixou os policiais sem opções, evidenciando a fragilidade do sistema.
Fonte: Vilhena Online
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