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Casal que fingiu interesse em comprar drogas para matar mulher é levado a júri popular e condenado, em Vilhena

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Envolvidos no assassinato foram sentenciados a 15 e 16 anos de prisão

Vilhena, RO - Mais duas pessoas acusadas de crime contra a vida foram julgadas nesta sexta-feira, 13, em Vilhena. No banco dos réus, um rapaz de 21 anos, de nome Matheus Garcia de Melo; e uma mulher que esteve na mesma posição na semana passada quando foi absolvida da acusação de envolvimento em outro homicídio. Naquela ocasião, Adrielly Rodrigues da Silva, de 29 anos, foi condenada por integrar organização criminosa.

O crime pelo qual Adrielly e Matheus Garcia foram julgados hoje aconteceu em maio do ano passado, na rua 807 do bairro Alto Alegre, em Vilhena; a vítima, Paola Rodrigues da Silva, tinha 34 anos e foi assassinada a tiros dentro de casa.

Conforme consta nos autos, a dupla simulou uma negociação de entorpecentes com a vítima e se dirigiu à residência dela. Achando que eram “clientes”, Paola os deixou entrar. Instantes depois, Adrielly teria saído da casa por alguns minutos e retornado em seguida de posse da arma de fogo com a qual matou Paola com diversos tiros.

A investigação sobre a morte de Paola desencadeou a ”Operação Ciclo da Morte” que cumpriu diversos mandados de busca e apreensão e que levou a prisão de Adrielly e Matheus Garcia.

O Ministério Público indiciou a dupla e pediu a condenação dos dois acusados pelo crime de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Já a defesa dos réus apresentou as teses de negativa de autoria e de crime de menor importância para Matheus, e de homicídio privilegiado para Adrielly.

Os jurados não acataram as teses defensivas e reconheceram a presença das qualificadoras, condenando os dois acusados pelo crime de homicídio duplamente qualificado.

Após ler a decisão dos jurados, a magistrada que presidiu o Conselho de Sentença determinou a pena para os dois réus. A primeira a ouvir a sentença foi Adrielly, autora dos disparos que mataram Paola. A pena imposta a ela foi de 16 anos de prisão em regime inicial fechado. Na sequência, foi a vez de Mateus Garcia conhecer seu destino: 15 anos de reclusão. Para ambos, foi negado o direito de recorrer em liberdade.

Fonte: Folha do Sul

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