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Fim da trégua entre PCC e CV não deve aumentar violência em Vilhena, onde facção dissidente segue em guerra

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Enquanto PCC e CV rompem acordo nacional, conflito em Vilhena continua entre PCC e grupo dissidente Tropa da Revolução (TDR)

Foto: Folha do Sul

Vilhena, RO -  O recente rompimento da trégua nacional entre as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) não deve impactar diretamente os índices de violência em Vilhena, onde o principal conflito envolve o PCC e um grupo dissidente chamado Tropa da Revolução (TDR).

A "paz temporária" entre PCC e CV, firmada em fevereiro deste ano, chegou ao fim após o PCC alegar que o CV estaria matando inocentes sem justificativa. A facção paulista afirmou, em comunicado, que permanece "aberta ao diálogo", mas que não toleraria mais ataques indiscriminados.
Guerra local: PCC x TDR em Vilhena

Um servidor da segurança pública explicou que, enquanto em Mato Grosso o CV domina, em Vilhena o PCC enfrenta uma guerra interna contra a TDR, formada por ex-integrantes que romperam com o comando principal.

Presídio Cone Sul abriga presos do CV, PCC e TDR, além de um "seguro" para detentos que não se alinham a nenhuma facção.

O CV segue recrutando novos membros de dentro da prisão, mas não é o principal grupo em conflito na região.

A TDR tem sido responsável por várias execuções em Vilhena, em disputa pelo controle do tráfico.

Violência deve continuar no mesmo ritmo

O servidor ouvido pela reportagem afirma que o fim da trégua nacional não deve aumentar o número de homicídios na cidade, já que o conflito entre PCC e TDR nunca teve acordo.

As facções costumam punir quem vende drogas sem autorização.

Mortes violentas seguem ocorrendo, mas o cenário não deve se agravar com o rompimento entre PCC e CV.

Presídio abriga diferentes grupos em áreas separadas

No Complexo Penitenciário Cone Sul, os presos são divididos por facções, incluindo um espaço isolado para:

Detentos não alinhados (que não pertencem a nenhum grupo).

Condenados por crimes sexuais (protegidos para evitar linchamentos).

Enquanto o Brasil acompanha o recrudescimento da guerra entre PCC e CV, em Vilhena a disputa interna entre PCC e TDR segue como o principal motor da violência.

Fonte: Vilhena Online

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