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Às vésperas de vereadores analisarem reforma da Previdência Municipal em Vilhena, sindicato mostra insatisfação e mobiliza servidores

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Everaldo Riberio revelou que o SINDSUL elaborou uma contraproposta e protocolou no gabinete do prefeito

Vilhena, RO - Em dezembro do ano passado o Poder Executivo vilhenense enviou para a Câmara de Vereadores, com pedido de urgência, um projeto de reforma do Instituto de Previdência Municipal de Vilhena (IPMV), mas o retirou da pauta.

A matéria retorna agora ao Legislativo Vilhenense novamente com um pedido de apreciação em regime de urgência, ou seja, sem a adequada análise das comissões permanentes da Casa. O projeto deve ser analisado em uma sessão extraordinária que deve acontecer amanhã, dia 02 de fevereiro.

O Executivo justifica no projeto que “a não aprovação imediata da reforma da previdência municipal coloca em risco a sustentabilidade do regime próprio do Município para exercícios vindouros.” O Executivo cita ainda um aumento no valor da parcela previdenciária patronal que, conforme está escrito, passará de “escandalosos 27,25% para estratosféricos 33%, tendo um impacto desastroso no índice de folha de pessoal, na possibilidade de recomposição salarial dos servidores e, em geral, nas finanças do erário.”

Dentre as propostas contidas na reforma do IPMV, o aumento de mais 5 anos de contribuição os servidores do sexo masculino, e de 6 anos para as servidoras; e um aumento ainda maior para quem for professor. Neste caso, serão 7 anos a mais de contribuição para poder almejar a aposentadoria.

Outra proposta contida no projeto é que os servidores aposentados voltem a contribuir com a previdência. Essa contribuição seria para aqueles que recebem mais de dois salários mínimos, e o valor seria calculado sobre o excedente dos dois salários.

A proposta da reforma do IPMV não foi bem recebida pelos servidores, que reclamam de não terem sido chamados ao debate. Acompanhando da vice-presidente Rosângela Vaz, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Cone Sul (SINDSUL) Everaldo Ribeiro, revelou, que o sindicato não foi ouvido pela administração do prefeito Delegado Flori (Podemos), e que a reforma da maneira que foi proposta pelo Palácio do Parecis além de ser danosa ao servidor, não vai combater o problema do déficit do IPMV.

Everaldo Riberio revelou que o SINDSUL elaborou uma contraproposta e protocolou no gabinete do prefeito, mas não recebeu qualquer resposta sobre a ação. Cópias do documento também foram protocoladas nos gabinetes dos 13 vereadores.

O presidente do sindicato lembra que a forma como o prefeito Flori Cordeiro vem tratando os servidores municipais é contrária as suas falas na época de campanha, quando ele dizia que sempre iria consultar a categoria quando o tema se relacionasse a ela, o que não vem sendo cumprido, segundo Everaldo Ribeiro.

Para aprofundar a discussão sobre o tema, o SINDSUL realizou ontem, quarta-feira 31, uma explanação com o advogado sindical Jorge Augusto sobre os impactos e prejuízos com a aprovação da reforma da previdência.

E, para amanhã, o sindicato busca mobilizar os servidores para irem à sessão legislativa na Câmara Municipal de Vilhena. “Nós do SINDSUL convocamos todos os servidores municipais de Vilhena, filiados ou não, a irem na sexta-feira à Câmara de Vereadores para acompanhar a sessão e mostrar a nossa insatisfação com tal proposta”, convocou Everaldo Ribeiro.






Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci

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